Segurança Peugeot

Depois do meu acidente, e agora que tudo se resolveu, queria deixar alguns avisos que – infelizmente – aprendi com a experiência.

O primeiro deles é o da segurança dos automóveis. Comparem as duas fotos seguintes para terem uma ideia do que estou a falar.Peugeot 206Não-Peugeot

A primeira imagem é a de um Peugeot 206 (idêntico ao meu) e a imagem do lado direito é a de um outro automóvel.

Imaginem um choque frontal entre ambos. Qual acham que irá sofrer menos danos?

Posso dizer-vos por experiência própria que o Peugeot 206 fica bastante danificado enquanto que o não-peugeot resiste de forma eficaz ao choque graças à barra de protecção frontal, em aço (ou liga equivalente).

O que eu gostaria de saber é tão simples quanto isto: porque é que os Peugeot 206 não têm esta barra de protecção frontal?

Vi na oficina de reparação que os 307 têm. Será pelo facto de serem de um segmento inferior? Mas os Renault Clio (do mesmo segmento dos 206) têm uma barra de protecção…

Aqui fica mais um post de indignação face à Peugeot.

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8 Comments

  1. hav0x

    Num choque frontal os danos ao veiculo são na minha opinião insignificantes.
    Pensa assim, quanto mais amassa o carro menos “porrada” levam os passageiros. Pelo menos é a ideia que eu tenho, e já bati um par de vezes (nunca nada de muito grave). Da segurança ou falta dela no 206 não sei nada, mas tambem não me parece dos mais seguros.

  2. Por isso é que se diz que os carros antigos são rijos, e sofrem menos com os embates.

    Todos os carros modernos estão desenhados para ficarem todos amassados, de modo a absorver os impactos. É para isso que servem aqueles “golpes” em todas as estruturas do carro (mais facilmente observáveis no verso do capôt).

    Essa barra frontal só pode servir para “encaminhar” a força do embate para longe do motor (da mesma maneira que as barras laterais nas portas servem – também – para que a força atinja o chassis), caso contrário é um perigo.

  3. Isso da seguranca automovel e’ um tema engracado. Basicamente, qualquer acidente a velocidades maiores que 60Km/h torna a “seguranca” irrelevante porque na grande maioria dos casos nao e’ sobrevivel (esta palavra existe?).

  4. @hav0x: sim, eu também penso dessa forma: tal como na F1, a lógica é a de ser o carro a absorver o impacto do choque, desintegrando-se.

    @Carlos Rodrigues: os carros antigos são rijos, e sofrem menos com os embates

    tal e qual a cena do filme “Regresso ao Futuro”  onde o Doc avisa o Marty de que o carro da época entraria pelo Delorean dentro como se fosse manteiga. :smile:

    @Nuno: no caso do meu acidente/ choque frontal – eu fiquei sem a frente do meu carro (Peugeot 206), sem os 2 airbags e com o interior bastante danificado. Tão danificado que a seguradora quis considerar o veículo perda total. O outro carro (Seat Ibiza) embora amolgado em todos os lados (devido aos 360º que fez antes de me bater) nem sequer disparou os airbags..

  5. ChOc@PiC

    A verdade é que quanto mais “amassado” ficar o carro melhor para os passageiros… É tudo uma questão de Física…

  6. Julgo que a resposta está aqui.
    Trata-se de uma medida da CE desde 2002 para a segura dos peões!